segunda-feira, 16 de março de 2026

 Por que a água borbulha quando ferve? | CHC


"Como vivemos é como morremos"

Pema Chodron


Tenho refletido sobre finitude... o fim é tão obvio. Pq é que passamos a acreditar que as coisas duram. Nada é. Tudo, em um segundo, ˜foi˜. Comecei a ler o livro ˜Como vivemos é como morremos"e o olhar curioso sobre impermanência me lembrou algumas lições do Vipassana. 

Lembro-me de uma metáfora - de que os sentimentos (prazer, dor, apego, aversão, conforto, desconforto) eram como bolhas de uma caneca de água fervendo, aparecem e somem, outras: aparecem e somem,... surgem e findam e surgem e findam... 

Lembro de ter sentido a impermanência no corpo e acolher as percepções sutis sem reagir (ou pelo menos, exercitar) observar a impermanência. 

Infelizmente, a prática não foi algo que virou rotina, hábito mas, agora, chego novamente a esse pensar: a impermanência. Mas não mais na lente específica dos sentimentos. Todo fenômeno é impermanente...tudo é um surgir e findar constante. O que sou quando escrevo, já deixou de ser quando chegar o ponto final da frase. Que, apesar de ponto final, também marca o que vem a seguir, um outro começo. Será que essa percepção, de que tudo é começo, fim, começo e "dois pontos" ajuda a lidar com a finitude da vida? Quase um banalizar de pequenos fins pra desmitificar o "fim" finito? Pq esse é o que tememos? O "chefão dos fins" se lidamos com pequenos fins o tempo todo? Será que percebê-los também escancaram os pequenos surgimentos com mais maravilhamento do que normalidade? Pq estar atento aos fins, deve nos fazer mais sensíveis aos surgimentos... 

Mas calma, não se apegue... os surgimentos findam,....os fins, surgem.

Não se apegue. Nem ao prazer, nem a dor. 

Só reconheça , respire, até a próxima bolha na caneca fervendo... e como numa dança , a gente talvez fique mais amiga da mudança. 

Bom, mas esse é só o começo do mergulho no fim. Começo. Fim. 

E logo, volto para novos mergulhos no fim. Ou no começo?



 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Caça Palavras

Milton Nascimento – Caçador De Mim #

Caçar palavras:

Poderia ser aquele jogo, exercício para a mente. Mas aqui, é pra alma. 

Tenho caçado palavras pra dar nome ao que penso, ao que sinto...mas nesse exercício, meu repertório está enferrujado. Olho no rodapé da página e não tem "dica do banco". Olho para a página ao final .... e não tem um gabarito de respostas. 

Procuro, caço! Escrevo, apago

Tem São Longuinho literário? tem não...  
Caixa de achados e perdidos? Também não... 

Sigo, eu...como uma caçadora de palavras.

"Nada a temer, senão o correr da luta
Nada a fazer, senão esquecer o medo
Abrir o peito à força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim?
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim "

Sigo, eu...caçadora de mim.


domingo, 5 de novembro de 2023

Long long time ago… but I can still remember

 Há um bom tempo tento restaurar esse espaço. 

Senhas , e-mails , e perguntas de segurança que sequer podia lembrar. Até conseguir.

A escrita novamente como ferramenta de reflexão, de poço de decantação , de despejo de pensares e sentires livres. 

Cá estamos. Depois de muito tempo! E venho com um bocado de notas já escritas pra compartilhar. 

É um pensar alto. Mas se você está aqui: seja sempre muito bem-vinde. 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Raízes e folhas de outono

    
Plantada aí, tanto me ensina. Com raízes firmes e folhas leves. 
Raízes pra prender o que é essência. Folhas, pra se deixar levar no outono, conhecer o inverno e florescer na primavera. Nada se perdeu. A vida não é fotografia, é movimento. É o que já foi e o que ainda virá. Eu não sou...eu "sendo"... 



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Aprofunde-se



Talvez não seja preciso se preocupar com a abordagem colocada em prática se 
tivermos a  consciência  da intenção do nosso pensar. Aprofundar pra não nos distrairmos em nossos próprios paradigmas. . Achar que estamos conscientes quando estamos apenas repetindo padrões com novas roupagens. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pra depois





A gente deixa pra depois: responder a um email,as vezes até um SMS ou mensagem no What's app. E nossa caixa de email começa a ter MUITOS emails armazenados. 
Deixamos pra depois reencontrar os amigos da faculdade, o almoço de domingo em família .
A gente posterga imprimir fotos de viagem... E acaba nunca mais imprimindo.
Adiamos a visita a amiga do colégio que  teve filho...e " logo" vê fotos do aniversário de um aninho dele. 

Paramos de escrever no blog! E, um dia, essa vontade de compartilhar...

Vejo coisas boas. Gestos de gente "comum" ... Tão extraordinários!!!

Um novo começo...

Um bom recomeço. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cilada e a crença nas possibilidades...

Era um jogo da infância. Estojo plástico verde, pecinhas brancas com formatos diferentes que tinham que encaixar ( como quebra cabeça) no dito estojo. Se não me falha a memória, os formatos variavam entre círculos, quadrados e sinais de +. Sem conduzir o leitor pra uma arapuca, registro ainda o significado da palavra "Cilada" [Do latim celatus, de celare, esconder]: tratagema, maquinação, armadilha; emboscada: armar, organizar ciladas.f. Lugar oculto, onde se espera a caça, ou donde se acomete quem se espera. Traição. Armadilha; embuste. Juntando as duas peças, digo, os dois parágrafos, sempre um esforço grande daqui para entender pecinhas pré moldadas [ ou tem o formato redondo, ou não se encaixa]. E, se é redondo assim pra sempre será! Fica decretado que nunca será um quadrado![ será?] E se for quadrado ainda mais difícil confiar que pode aparar as arestas e se arredondar. Cuidado ... Pra não cair nessa cilada: Não somos peças. a vida? Muito além do que um jogo ... As possibilidades? Muito aquém de encaixar em um estojo!